terça-feira, 1 de dezembro de 2009

.Três Reis.

Queima de arquivo, eu não acredito mais sair vivo,
Eu até fico surpreso do ponto que eu parti,
Até a lama que eu desci da mesma forma eu subi, I'm FREE!
Tô aqui, tô ileso, ligado e aceso, mais leve porém dobrando o peso,
É a vida que escreve, eu só ponho na balança enquanto o sangue ferve,
Você não é mais criança, nem eu sou mais o mesmo que canta..
..Hoje eu cheguei a conclusão, é melhor viver essa pressão, é o que a própria vida ensina,
Mais tem gente que em vida já morreu, porque só aprendeu o que passou através da retina!!!!

Salve RodoX.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

De Campos (ACORDAR)

Mas por mais rosas e lírios que me dês,
Eu nunca acharei que a vida é bastante.
Faltar-me-á sempre qualquer coisa,
Sobrar-me-á sempre de que desejar,
Como um palco deserto.

A. de Campos
Ao amigo Carlos+Eduardo
=Caluado
que agora se faz presente aqui também.
E me traz mais uma alegria.
Seja bem vindo meu amigo.
Obs:
Já começou bem com o Bem amado Galeano.

O baixo astral.




Enquanto dura o baixo astral, perco tudo. As coisas caem dos meus bolsos e da minha memória: perco chaves, canetas, dinheiro, documentos, nomes, caras, palavras. Eu não sei se será mal-olhado. Pura casualidade, mas às vezes a depressão demora a ir embora e eu ando de perda em perda, perco o que encontro, não encontro o que busco, e sinto medo de que numa dessas distrações acabe deixando a vida cair.
Eduardo GaleanO.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009



Há pouco tempo descobri o Mário de Sá Carneiro,


é claro que já tinha ouvido falar,porém desconhecia sua obra.


Tinha uma certa curiosidade é claro,por um acaso comprei um Cd da Adriana Calcanhoto


em que ela cantava um de seus poemas,un dos mais conhecidos de nome "O OUTRO".


Lindo! E rápidamente me identifiquei a sua poesia,e fui procurar conhecer um pouco mais da obra deste grande ser..
Lí então o poema "DISPERSÃO" também muitissimo conhecido, e bate em mim a paixão por estas palavras
e a forma como tocam em mim.
Nas palavras de Calcanhoto "...Mário de Sá um gordinho dono de uma poesia tensa!
Perturbado com a morte..
tão perturbado que aos 27 anos de idade não conseguiu esperar,
vestiu um smoking
e se matou..."

Aqui vai um trecho desta maravilhosa DISPERSÃO....

Perdi-me dentro de mim

Porque eu era labirinto,

E hoje, quando me sinto,

É com saudades de mim.

"...Perdi a morte e a vida,

E louco, não enlouqueço...

A hora foge vivida,

eu sigo-a mas permaneço..."

M. Sá carneiro

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

"QUASE"





Um pouco mais de sol - eu era brasa.
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém......
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...


M.SÁ CARNEIRO

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

E que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anceio...

LIBERtinagem





Desesperançado do amor e da castidade, compreendi, enfim, que restava a libertinagem, que substitui muito bem o amor; faz calar os risos, restabelece o silêncio e, sobretudo, confere a imortalidade. Com certo grau de embriaguez lúcida, deitado, alto da noite, entre duas moças, já despido do desejo, a esperança não é mais uma tortura, compreenda, o espírito reina sobre todos os tempos, a dor de viver fica para sempre afastada.

sábado, 7 de novembro de 2009

.....outras sintonias

Está na hora de fazer algo mais util por aqui.
E de ujma vez por todas desistir de lamentos,declarações inuteis de amor..
enfim,todos estes posts melancólicos ficarão para traz.
EM BREVE NOVA CARA POR AQUI.
Afinal, agora já sei bem oque quero da minha vida
voltei a sonhar e planejar...
o resto é resto.
futebol é futebol.
jogo é jogo.
luta é luta.

domingo, 1 de novembro de 2009

....Esta é pra você...




Não tenho sinceridade nenhuma que te dar.
Se te escrevo,
adpto instintivamente as frases a um sentindo que me esqueço de ter.

Se Minhas Mãos Pudessem Desfolhar




Eu pronuncio teu nome
nas noites escuras,quando vêm os astros
beber na lua
e dormem nas ramagens
das flolhas ocultas.
E eu me sinto oco
de paixão e de música.
Louco relógio que canta
mortas horas antigas.
Eu pronuncio teu nome,
nesta noite escura,e teu nome me soa
mais distante que nunca.
Mais distante que todas as estrelas
e mais dolente que a mansa chuva.
Amar-te-ei como então
alguma vez? Que culpa
tem meu coração?
Se a névoa se esfuma,
que outra paixão me espera?
Será tranqüila e pura?
Se meus dedos pudessem
desfolhar a lua!!


F. G. Lorca

sábado, 31 de outubro de 2009

oque restou..




Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado



Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir

Deus lhe pague

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

this is the end




Vem vambora

Que oque você demora

É o que o tempo leva...



" Solo voy con mi pena"

Entre estas e outras

Eu vivo a vida na ilusão

Entre o chão e os ares vou sonhando em outros ares,
vou

Fingindo ser o que eu já sou .

Mais do mesmo...

...Vivo iludido

A acreditar que o amor

Não se pôs em você ...

Eu escrevo e te conto o que eu vi
e me mostro de lá pra você
guarde um sonho bom pra mim

E eu sei que parece o que não se diz
o seu caso é o tempo passar

Me faz chorar... e é feito pra rir.

meias verdades...noites inteiras.

"...Eu bato o portão sem fazer alarde

Eu levo a carteira de identidade

Uma saideira, muita saudade

E a leve impressão de que já vou tarde..."

Inventei este amor,sem mais nem porque
Agora quero deixá-lo,fugir
... viver.
Não me lembrava do quão dificil é esquecer
Pois é,
não sou diferente de ninguém
e isto não teria tanta importância,se não fosse a minha vida.
Você que nem lê minhas frases de amor, ou se lê e ignora..quanta sofrimento e desespero
aguardar aquela resposta.
Lágrimas Sofridas infinitas do meu peito
Agora só ouço canções de amor
quanta melancolia
quanta melancolia
Mas a mim agora basta!
Esquecerei este amor,que não passa de puro platônismo..
A ti nada importa a não ser teu próprio umbigo,mulheres casuais..não sabe nem oque queres.
E eu..de ti nada mais espero.
...Eu to levando tudo de mim
que é pra não ter razão pra voltar..
vê se te alimenta, e não pensa que eu fui por não te amar..


"...Já me cansei de ser o último a saber de ti
Se todo mundo sabe quem te faz
chegar mais tarde
Eu já cansei de imaginar você com ela
Diz pra mim
se vale a pena, amor???..."


(Flertes)

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.


Eu te amo (C. buarque)

(Isto é só o fim..só o fim)
Toma este anel

que é pra anular
o céu
o sol
e o mar.

Eu não queria ir assim tão triste triste...


(palavras...palavras)

domingo, 11 de outubro de 2009

Ontem me lembrei tanto de ti..
a palavra mais ouvida foi, "desencana"
uma pena ter de repetir tanto a mim mesma.
uma pena.
não sei oque é pior:
"A saudade ou o esquecimento?"

O peito era maior que o céu aberto...mais uma vez.
Quis traí-lo, numa inutil tentativa de fugir de mim.
Mas não o fiz,nunca o faria..não me permitiria.

Como gostaria de ouvir a mais clichê de todas (as de amor)
aquela decisão..
Está tentando consertar as coisas?


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

(MDC)

De repente, num meio suspiro, interrompestes o que
[estavas sendo.
Olhastes conscientemente para mim, e disseste:
"Tenho pena que todos os dias não sejam assim"-
Assim, como aquele dia que não fora nada...




Lembro fotográficamente das tuas mãos paradas.
Molemente estendidas.
Lembro-me, neste momento, mais delas do que de ti.
Que será feito de ti?

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Cores de Frida Khalo,Cores..


Passeio pelo escuro..
(é sempre bom,começar com uma inspiração)(qual?)
...
Bem, há alguns anos que não produzo nada de interessante,
na verdade,nada.
Só oque posso fazer então é admirar os que o fazem (e fazem muito bem......










The Broken Column

Aos gritos dizia:
- me remendem logo para que eu possa pintar!





















Frida - paixão pela vida, e arte magnífica e desesperadora. ( o desespero como um exagero pessoal)


... e nós não fazemos nada nada além...além do mito que limita o infinito.
Além do dia-dia que esvazia a fantasia).


sábado, 5 de setembro de 2009

Nada Diferente

A única coisa que me restou foi este cheiro de vomito.
Não é de todo ruim,admito.
Não é de todo agradável,também..
Os cílios umidos,os olhos brilhantes lacrimejando.
É natural,e por aqui ninguém se comove,nem ao menos percebem...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A palo SECO

é fodah ter de engoolir..
não aguento partidas
fugas
quando não partem de mim (eu)
Talvez eu seja o bicho papão do meu tempo
do meu convivio social (como se eu fizesse parte de um)
não! (não faço)
mas veja (bem! meu bem..)

tenho odiado todo este afastamento..
não sou acostumada a tamanha distância
ao teu silêncio.

Eu acordei (não tem ninguém ao lado)
(nunca tem)
Não que eu não goste da solidão
sou do tipo que "curte" uma solidãozinha..
mas não tanta!

....dos versos que eu fiz..e ainda espero resposta!

sábado, 8 de agosto de 2009

Pessoa.

O AMOR, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe,
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...


F. Pessoa
" ...pois tudo oque eu quero é ser tua estrada..."

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Tua Laçada ( ! )

Às vezes eu sinto que vou numa estrada
Onde eu sou todo olhos e sentimento
Não trago soluços, pois tenho uma espada
Que corta miragens de um outro tempo

Não é a história que não foi contada
Nem é o estranho sonho do qual despertei
É mais uma espera, mais uma chegada
Ao porto seguro onde eu te encontrei

E é isso que eu sinto com tua laçada
Um abraço tão forte e eu te compreendo
Pois tudo que eu quero é ser tua estrada
Naqueles mergulhos em que tu vens correndo

Pois tudo que eu quero é ser tua estrada
Naqueles mergulhos em que tu vens correndo

Não é o futuro, mas é uma virada
Nosso próximo passo a ser decidido
É como o claro e o escuro da alvorada
E caberá a nós dois saber dividí-lo

É como o claro e o escuro da alvorada
E caberá a nós dois saber dividí-lo

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Run baby...Run!


Anciedade!






O novo filme de Tim Burton...

Sobre a magnífica estória de Alice (não a original..Alice Liddell,mas a da encantadora menina do País das Maravilhas.Lugar este que esteve em minha imaginação durante toda a infância,marcada pelos olhos do Gato Xadrez,e pelos Surreais Flamingos...que tanto me fascinavam, e a inocente carta julgada,o Valete de Copas.Na adolescência sonhava a cada página dos livros de Charles Lutwidge Dodgson.
Imaginava entre tantas coisas,os gritos dela..a Rainha de Copas.
Pois bem,
os papéis também ficaram muito bem distribuídos,creio eu que não poderia ser melhor..
Com a minha preferida..
Helena Bonham Carter- A Rainha de Copas
Anne Hathaway-A rainha Branca
Jonnhy Depp- Chapeleiro Maluco
Crispin Glover-Valete de Copas
...entre outros..
Aguardo o Julgamento..



R&B e VodKa



" ... uma janela atravéz da qual podia ver as ruas

Sozinho,não o podia fazer..."

domingo, 28 de junho de 2009

Sobre o SER

"a existência mais miserável na história do tempo"

Klebold.

domingo, 21 de junho de 2009

Castigo!

...Beijos sem paixão..










crime sem castigo?
















"...apenas bons amigos..."

sábado, 20 de junho de 2009

Crime!



Não há palavras senão..

"frágeis testemunhas de um crime sem perdão".


"... E um erro assim, tão vulgar
Nos persegue a noite inteira
E quando acaba a bebedeira
Ele consegue nos achar..."

E quanto ao
castigo?

sábado, 13 de junho de 2009

E eu?

Há certo tempo percebi
como me perdi.
Perdi a medida das coisas,
pensei ser livre
pensei saber
penseipensei
Porém de nada adiantou
pois para comer,não me bastava pensar
e saber a medida das coisas.
Para viver a vida real,não era necessário ler nenhum livro,
belas palavras,filmes raros.
Tudo isto se tornou banal.
Descobri entre tantas coisas
que A VIDA É LOKA.
Descobri a vida(?)
Ou parte dela..
Me cansei de tudo,novamente.
E me perdi,
em carreiras que não eram promissoras
e sim depressivas e decadentes,mas que
são de grande satisfação e prazer;
Andei me esbanjando na bebida,
Ah..o prazer da embriaguês.
Da liberdade(?)
Pena,que de nada vale
quando os amigos vão embora
e a unica coisa que me resta é minha cara embriagada
no espelho..
E os amores(?)
Todos não vívidos...
deixados pela metade,
outros,nem começo tiveram.
Dos que fui abandonada,
quanta tristeza e lamentação.
lágrimas..e tudo o que manda o figurino.
não sei o porque..
insisto em ser assim.
Não almejo ser nada mais que isto..
não posso
perdi a vontade,
a ilusão desta vida
que é tão bela,aparentemente.
Já não tenho caminhos a seguir
não os vejo..
"Chego a ter medo do futuro
e da solidão,que em minha porta bate."



quarta-feira, 3 de junho de 2009

Caso do Vestido (minhas frustrações)


Caso do Vestido

Carlos Drummond de Andrade



Nossa mãe, o que é aquele
vestido, naquele prego?

Minhas filhas, é o vestido
de uma dona que passou.

Passou quando, nossa mãe?
Era nossa conhecida?

Minhas filhas, boca presa.
Vosso pai evém chegando.

Nossa mãe, dizei depressa
que vestido é esse vestido.

Minhas filhas, mas o corpo
ficou frio e não o veste.

O vestido, nesse prego,
está morto, sossegado.

Nossa mãe, esse vestido
tanta renda, esse segredo!

Minhas filhas, escutai
palavras de minha boca.

Era uma dona de longe,
vosso pai enamorou-se.

E ficou tão transtornado,
se perdeu tanto de nós,

se afastou de toda vida,
se fechou, se devorou,

chorou no prato de carne,
bebeu, brigou, me bateu,

me deixou com vosso berço,
foi para a dona de longe,

mas a dona não ligou.
Em vão o pai implorou.

Dava apólice, fazenda,
dava carro, dava ouro,

beberia seu sobejo,
lamberia seu sapato.

Mas a dona nem ligou.
Então vosso pai, irado,

me pediu que lhe pedisse,
a essa dona tão perversa,

que tivesse paciência
e fosse dormir com ele...

Nossa mãe, por que chorais?
Nosso lenço vos cedemos.

Minhas filhas, vosso pai
chega ao pátio. Disfarcemos.

Nossa mãe, não escutamos
pisar de pé no degrau.

Minhas filhas, procurei
aquela mulher do demo.

E lhe roguei que aplacasse
de meu marido a vontade.

Eu não amo teu marido,
me falou ela se rindo.

Mas posso ficar com ele
se a senhora fizer gosto,

só pra lhe satisfazer,
não por mim, não quero homem.

Olhei para vosso pai,
os olhos dele pediam.

Olhei para a dona ruim,
os olhos dela gozavam.

O seu vestido de renda,
de colo mui devassado,

mais mostrava que escondia
as partes da pecadora.

Eu fiz meu pelo-sinal,
me curvei... disse que sim.

Sai pensando na morte,
mas a morte não chegava.

Andei pelas cinco ruas,
passei ponte, passei rio,

visitei vossos parentes,
não comia, não falava,

tive uma febre terçã,
mas a morte não chegava.

Fiquei fora de perigo,
fiquei de cabeça branca,

perdi meus dentes, meus olhos,
costurei, lavei, fiz doce,

minhas mãos se escalavraram,
meus anéis se dispersaram,

minha corrente de ouro
pagou conta de farmácia.

Vosso pais sumiu no mundo.
O mundo é grande e pequeno.

Um dia a dona soberba
me aparece já sem nada,

pobre, desfeita, mofina,
com sua trouxa na mão.

Dona, me disse baixinho,
não te dou vosso marido,

que não sei onde ele anda.
Mas te dou este vestido,

última peça de luxo
que guardei como lembrança

daquele dia de cobra,
da maior humilhação.

Eu não tinha amor por ele,
ao depois amor pegou.

Mas então ele enjoado
confessou que só gostava

de mim como eu era dantes.
Me joguei a suas plantas,

fiz toda sorte de dengo,
no chão rocei minha cara,

me puxei pelos cabelos,
me lancei na correnteza,

me cortei de canivete,
me atirei no sumidouro,

bebi fel e gasolina,
rezei duzentas novenas,

dona, de nada valeu:
vosso marido sumiu.

Aqui trago minha roupa
que recorda meu malfeito

de ofender dona casada
pisando no seu orgulho.

Recebei esse vestido
e me dai vosso perdão.

Olhei para a cara dela,
quede os olhos cintilantes?

quede graça de sorriso,
quede colo de camélia?

quede aquela cinturinha
delgada como jeitosa?

quede pezinhos calçados
com sandálias de cetim?

Olhei muito para ela,
boca não disse palavra.

Peguei o vestido, pus
nesse prego da parede.

Ela se foi de mansinho
e já na ponta da estrada

vosso pai aparecia.
Olhou pra mim em silêncio,

mal reparou no vestido
e disse apenas: — Mulher,

põe mais um prato na mesa.
Eu fiz, ele se assentou,

comeu, limpou o suor,
era sempre o mesmo homem,

comia meio de lado
e nem estava mais velho.

O barulho da comida
na boca, me acalentava,

me dava uma grande paz,
um sentimento esquisito

de que tudo foi um sonho,
vestido não há... nem nada.

Minhas filhas, eis que ouço
vosso pai subindo a escada.


Texto extraído do livro "
Nova Reunião - 19 Livros de Poesia", José Olympio Editora - 1985, pág. 157

domingo, 31 de maio de 2009

A Verdade a Ver Navios (plág)

Tenho a visão verdadeira
deste e outros sentimentos
São inuteis..
Não sou a unica a saber
o caminho disto.
É rídiculo,claro
que outra palavra descreveria?
ainda mais com este grande orgulho
é dificil.
Por isto não aceito tal situação,
por isto não abro mão de mim,
não me dou ao luxo de desejar.
Não posso me relacionar profundamente
com Ninguém.
Porém, não é isto oque realmente desejo,não é? (diria a mim).
Mas veja só minha situação aqui,andando em círculos,sem explicar realmente o que sinto
por vergonha.A mais pura timidez.O mais profundo orgulho.
É como diz a canção (das que gosto).
" Quando uma flor é uma flor,e não tem outro jeito da gente dizer...pra que mentir?" Raul s.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Sino

É como um Déjà vù, foi infeliz da primeira vez
espero ter exito nesta...
agora as páginas são inteiras...

"...Por mais que me tanjas perto
Quando passo,sempre errante
És para mim como um sonho
Soas-me na alma distante..."
F. Pessoa

"RAGELOP ROTISOPO"

Meu caro,me lembrei de você ao ouvi-la:

Não dá pé
Não tem pé, nem cabeça
Não tem ninguém que mereça
Não tem coração que esqueça
Não tem jeito mesmo
Não tem dó no peito
Não tem nem
talvez ter feito
O que você me fez desapareça
Cresça e desapareça...
Não tem dó no peito
Não tem jeito
Não tem ninguém que mereça
Não tem coração que esqueça
Não tem pé, não tem cabeça
Não dá pé, não é direito
Não foi nada
Eu não fiz nada disso
E você fez
Um Bicho de Sete Cabeças...
Não dá pé
Não tem pé, nem cabeça
Não tem ninguém que mereça (Não tem ninguém que mereça)
Não tem coração que esqueça (Não tem pé, não tem cabeça)
Não tem jeito mesmo
Não tem dó no peito (Não dá pé, não é direito)
Não tem nem talvez ter feito (Não foi nada, eu não fiz nada disso)
O que você me fez desapareça (E você fez um)
Cresça e desapareça... (Bicho de Sete Cabeças)
Bicho de Sete Cabeças!
Bicho de Sete Cabeças!
Bicho de Sete Cabeças!

Kafka


Na procura doentia
por uma boa imagem de Franz Kafka,
encontrei este "cara",
que ilustrou de forma talvez "genial",
meu grande autor.
Neste, intitulado THE CASTLE,
talvez pela obra O Castelo (fique claro que isto é uma suposição, mas me parece óbvio.)
Ele Frank Kortan, me agradou em demásia.
Fiquei feliz, isto durou pouco.Oque não é novidade.
Bem, quis muito tê-lo para mim apenas,mas não resisti em dividi-lo.Como poderia?
E assim fiz.
Ao que me pareceu, Kortan, tem várias desta obras magníficas, todas com grandes influêcias,na medida que gosto.
"A medida de todas as coisas"
Ele parece estar exatamente onde se pôs:
entre" Dalí e Kafka".
O que pra mim é de grande valia.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Disco (?)




o disco que eu sempre quis.

ainda o quero,claro.

fica o apelo.

domingo, 17 de maio de 2009

Teu All Star azul...



"...Se dá um beijo dá abrigo
Se dá um riso dá um tiro..."
H.G


E como éramos felizes..
Entendo apenas desta felicidade póstuma,
..Um tiro...
De quando tinhamos um mundo todo a ser devastado por nós
E a esta altura oque restou?
um emprego de merda,
uma grande depressão
a falta de vontade
Grande melancolia e nostalgia.
isto é vida?
Não posso falar de vida..
Oque me pega a esta altura
é esta saudade rasgante
e a vontade de partir...
Giovana Miranda!
Como era feliz ao teu lado,
o teu quarto,a tua comida
a tua embriaguês
"...os filmes de guerra, e as canções de amor..."
gostava de passar na tua casa
e te ver naquele belo colete
e tuas calças rasgadas
junto as minhas..
não existia inverno em regente,não sentíamos frio
aguardávamos anciosas o outono em porto alegre,
este,nunca chegou para nós.
Nossos sonhos,lembra?
Eram tantas as possibilidades de descobrir o mundo..
o teu all star azul..
e o meu preto de cano alto...
o grunge!

e a bebida purpura nada mais era
que teu licor de jaboticaba..
eu era feliz
ao teu lado...
Mas isto não morreu,não,não morreu
"...quando penso em alguém
só penso em você...aí então estamos bem.."

SOBRE O POST ANTERIOR...

"...UMA FERIDA QUE SARARIA,SE PUDESSE PARAR DE MEXER...
MAS NÃO PODE..."

sábado, 16 de maio de 2009

frio contagiante

E mais um apenas.
Hoje estive lembrando com certa nostalgia
e grande medo de um tal riso..há muito passado.
De repente,me vem o cheiro de teus cachos,e logo pude sentir
na ponta dos dedos,
tamanha maciez,aquela que me era tão habitual
como o calor do teu hálito em minha face
enquanto sonhava...e me apertava sobre teu peito quente.
Não me é dificil relembrar detalhes como este..
e fui bem mais adiante do que deveria...PERIGO!
Ultimamente tenho me assustado comigo...tanto nos atos
como pensamentos,sei que mudo completamente de tempos em tempos
Isto ocorreu a pouco,sou outra hoje,com quimica sou pior
Sou de grande frieza, e esta salta de mim
e incomoda até mesmo o exterior...por dentro já não resta nada.
Porém o prazer..incomparável, insaciável.
Sinto por isto,e em breve pretendo..
Não! não pretendo..

ENTRE ESTAS E OUTRAS

Perdi o prazer...
de tantas e tantas coisas..
Perdi as contas.
Começou pelos pés,eu acho..
até que chegou ao paladar
e já não pude mais comer.
Quando deixei de ouvir...
-TERRÍVEL!
Perder o prazer na música,
esta que sempre foi a expressão de mim
de meus vastos sentimentos
eram infantis,estes.(que trauma?...nãão.)
E então fui perdendo
o bom gosto
o mal gosto
a boa e má sorte
e esperando..
e seguindo sapatos..
e assim foi
como é.
FIM!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

PASSEIO

". . .O peito era maior que o céu aberto.
Parávamos. E sabeis
Que o que contenta mais o peito inquieto
É olhar ao redor como quem vê
E silenciar também como quem ama. . . "
"trecho de Passeio de Hilda Hilst"
este sobre uma noite
em que por mais longo
que fosse o caminho
e tantos os batimentos cardíacos
caminhei com tal prazer
e o silencio
se fez mais que palavras..

quinta-feira, 14 de maio de 2009

anti-rotineiras

Sobre os filmes:
Têm estes clássicos que sempre me alegram,
na verdade eles são a medida certa dos sentimentos mais variados que posso sentir.
Entre eles está o da vontade de viver.
Como tenho passado muito tempo sem ver,ouvir ou falar coisas produtivas
estes me fazem um bem danado.
Gosto muito de rever,revejo tudo o máximo que posso,relembro...
Isto me faz bem,as vezes é claro...
No momento sei que deveria assistir a muitos filmes pois estou em uma fase complicada em minha vida,porém meu aparelho de dvd está quebrado.

SCARFACE




TONY MONTANA...
Este me causou pena,mas a pena não foi tão grande quanto a paixão
e o sentimento de vida,que creio eu todos os que assistiram puderam sentir.
Me alegrou!
Enfin,um sentimento!

No ínicio,quando decidi ter um blog,meu unico intuito era fazê-lo ver..
engolir guela abaixo todos os meus pensamentos sobre o ocorrido.
(quantas meias palavras)
Pois bem,minutos depois desisti,e todos verão em breve como o ato de desistir é Fato em minha "vidinha",e não digo isto para me diminuir não,já me costumei com isto,não me alegra,não me causa nada.
E nada me causa nada,me sinto como um vegetal.
Após desistir de lhe dizer todas as baboseiras do caderno de mágoas,abandonei o tal blog.
E agora resolvi retomá-lo,como também a algumas outras coisas que se ofuscaram devido a minha rotina imprestável.
Pois bem,aqui tomarei assuntos quaisquer,que muitas vezes não agradarão a ninguém,nem mesmo a mim(talvez,como disse),falarei sobre o tudo e o nada,sobre mim e meus gostos.
Porém fique claro que jamais a intenção será agradar!
um abraço aos que digo AMIGOS,um salve aos PARCEIROS.
Aos outros apenas lamento..