segunda-feira, 30 de novembro de 2009

De Campos (ACORDAR)

Mas por mais rosas e lírios que me dês,
Eu nunca acharei que a vida é bastante.
Faltar-me-á sempre qualquer coisa,
Sobrar-me-á sempre de que desejar,
Como um palco deserto.

A. de Campos
Ao amigo Carlos+Eduardo
=Caluado
que agora se faz presente aqui também.
E me traz mais uma alegria.
Seja bem vindo meu amigo.
Obs:
Já começou bem com o Bem amado Galeano.

O baixo astral.




Enquanto dura o baixo astral, perco tudo. As coisas caem dos meus bolsos e da minha memória: perco chaves, canetas, dinheiro, documentos, nomes, caras, palavras. Eu não sei se será mal-olhado. Pura casualidade, mas às vezes a depressão demora a ir embora e eu ando de perda em perda, perco o que encontro, não encontro o que busco, e sinto medo de que numa dessas distrações acabe deixando a vida cair.
Eduardo GaleanO.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009



Há pouco tempo descobri o Mário de Sá Carneiro,


é claro que já tinha ouvido falar,porém desconhecia sua obra.


Tinha uma certa curiosidade é claro,por um acaso comprei um Cd da Adriana Calcanhoto


em que ela cantava um de seus poemas,un dos mais conhecidos de nome "O OUTRO".


Lindo! E rápidamente me identifiquei a sua poesia,e fui procurar conhecer um pouco mais da obra deste grande ser..
Lí então o poema "DISPERSÃO" também muitissimo conhecido, e bate em mim a paixão por estas palavras
e a forma como tocam em mim.
Nas palavras de Calcanhoto "...Mário de Sá um gordinho dono de uma poesia tensa!
Perturbado com a morte..
tão perturbado que aos 27 anos de idade não conseguiu esperar,
vestiu um smoking
e se matou..."

Aqui vai um trecho desta maravilhosa DISPERSÃO....

Perdi-me dentro de mim

Porque eu era labirinto,

E hoje, quando me sinto,

É com saudades de mim.

"...Perdi a morte e a vida,

E louco, não enlouqueço...

A hora foge vivida,

eu sigo-a mas permaneço..."

M. Sá carneiro

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

"QUASE"





Um pouco mais de sol - eu era brasa.
Um pouco mais de azul - eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aquém......
Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí...
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi...


M.SÁ CARNEIRO

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

E que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anceio...

LIBERtinagem





Desesperançado do amor e da castidade, compreendi, enfim, que restava a libertinagem, que substitui muito bem o amor; faz calar os risos, restabelece o silêncio e, sobretudo, confere a imortalidade. Com certo grau de embriaguez lúcida, deitado, alto da noite, entre duas moças, já despido do desejo, a esperança não é mais uma tortura, compreenda, o espírito reina sobre todos os tempos, a dor de viver fica para sempre afastada.

sábado, 7 de novembro de 2009

.....outras sintonias

Está na hora de fazer algo mais util por aqui.
E de ujma vez por todas desistir de lamentos,declarações inuteis de amor..
enfim,todos estes posts melancólicos ficarão para traz.
EM BREVE NOVA CARA POR AQUI.
Afinal, agora já sei bem oque quero da minha vida
voltei a sonhar e planejar...
o resto é resto.
futebol é futebol.
jogo é jogo.
luta é luta.

domingo, 1 de novembro de 2009

....Esta é pra você...




Não tenho sinceridade nenhuma que te dar.
Se te escrevo,
adpto instintivamente as frases a um sentindo que me esqueço de ter.

Se Minhas Mãos Pudessem Desfolhar




Eu pronuncio teu nome
nas noites escuras,quando vêm os astros
beber na lua
e dormem nas ramagens
das flolhas ocultas.
E eu me sinto oco
de paixão e de música.
Louco relógio que canta
mortas horas antigas.
Eu pronuncio teu nome,
nesta noite escura,e teu nome me soa
mais distante que nunca.
Mais distante que todas as estrelas
e mais dolente que a mansa chuva.
Amar-te-ei como então
alguma vez? Que culpa
tem meu coração?
Se a névoa se esfuma,
que outra paixão me espera?
Será tranqüila e pura?
Se meus dedos pudessem
desfolhar a lua!!


F. G. Lorca