segunda-feira, 29 de junho de 2009

Run baby...Run!


Anciedade!






O novo filme de Tim Burton...

Sobre a magnífica estória de Alice (não a original..Alice Liddell,mas a da encantadora menina do País das Maravilhas.Lugar este que esteve em minha imaginação durante toda a infância,marcada pelos olhos do Gato Xadrez,e pelos Surreais Flamingos...que tanto me fascinavam, e a inocente carta julgada,o Valete de Copas.Na adolescência sonhava a cada página dos livros de Charles Lutwidge Dodgson.
Imaginava entre tantas coisas,os gritos dela..a Rainha de Copas.
Pois bem,
os papéis também ficaram muito bem distribuídos,creio eu que não poderia ser melhor..
Com a minha preferida..
Helena Bonham Carter- A Rainha de Copas
Anne Hathaway-A rainha Branca
Jonnhy Depp- Chapeleiro Maluco
Crispin Glover-Valete de Copas
...entre outros..
Aguardo o Julgamento..



R&B e VodKa



" ... uma janela atravéz da qual podia ver as ruas

Sozinho,não o podia fazer..."

domingo, 28 de junho de 2009

Sobre o SER

"a existência mais miserável na história do tempo"

Klebold.

domingo, 21 de junho de 2009

Castigo!

...Beijos sem paixão..










crime sem castigo?
















"...apenas bons amigos..."

sábado, 20 de junho de 2009

Crime!



Não há palavras senão..

"frágeis testemunhas de um crime sem perdão".


"... E um erro assim, tão vulgar
Nos persegue a noite inteira
E quando acaba a bebedeira
Ele consegue nos achar..."

E quanto ao
castigo?

sábado, 13 de junho de 2009

E eu?

Há certo tempo percebi
como me perdi.
Perdi a medida das coisas,
pensei ser livre
pensei saber
penseipensei
Porém de nada adiantou
pois para comer,não me bastava pensar
e saber a medida das coisas.
Para viver a vida real,não era necessário ler nenhum livro,
belas palavras,filmes raros.
Tudo isto se tornou banal.
Descobri entre tantas coisas
que A VIDA É LOKA.
Descobri a vida(?)
Ou parte dela..
Me cansei de tudo,novamente.
E me perdi,
em carreiras que não eram promissoras
e sim depressivas e decadentes,mas que
são de grande satisfação e prazer;
Andei me esbanjando na bebida,
Ah..o prazer da embriaguês.
Da liberdade(?)
Pena,que de nada vale
quando os amigos vão embora
e a unica coisa que me resta é minha cara embriagada
no espelho..
E os amores(?)
Todos não vívidos...
deixados pela metade,
outros,nem começo tiveram.
Dos que fui abandonada,
quanta tristeza e lamentação.
lágrimas..e tudo o que manda o figurino.
não sei o porque..
insisto em ser assim.
Não almejo ser nada mais que isto..
não posso
perdi a vontade,
a ilusão desta vida
que é tão bela,aparentemente.
Já não tenho caminhos a seguir
não os vejo..
"Chego a ter medo do futuro
e da solidão,que em minha porta bate."



quarta-feira, 3 de junho de 2009

Caso do Vestido (minhas frustrações)


Caso do Vestido

Carlos Drummond de Andrade



Nossa mãe, o que é aquele
vestido, naquele prego?

Minhas filhas, é o vestido
de uma dona que passou.

Passou quando, nossa mãe?
Era nossa conhecida?

Minhas filhas, boca presa.
Vosso pai evém chegando.

Nossa mãe, dizei depressa
que vestido é esse vestido.

Minhas filhas, mas o corpo
ficou frio e não o veste.

O vestido, nesse prego,
está morto, sossegado.

Nossa mãe, esse vestido
tanta renda, esse segredo!

Minhas filhas, escutai
palavras de minha boca.

Era uma dona de longe,
vosso pai enamorou-se.

E ficou tão transtornado,
se perdeu tanto de nós,

se afastou de toda vida,
se fechou, se devorou,

chorou no prato de carne,
bebeu, brigou, me bateu,

me deixou com vosso berço,
foi para a dona de longe,

mas a dona não ligou.
Em vão o pai implorou.

Dava apólice, fazenda,
dava carro, dava ouro,

beberia seu sobejo,
lamberia seu sapato.

Mas a dona nem ligou.
Então vosso pai, irado,

me pediu que lhe pedisse,
a essa dona tão perversa,

que tivesse paciência
e fosse dormir com ele...

Nossa mãe, por que chorais?
Nosso lenço vos cedemos.

Minhas filhas, vosso pai
chega ao pátio. Disfarcemos.

Nossa mãe, não escutamos
pisar de pé no degrau.

Minhas filhas, procurei
aquela mulher do demo.

E lhe roguei que aplacasse
de meu marido a vontade.

Eu não amo teu marido,
me falou ela se rindo.

Mas posso ficar com ele
se a senhora fizer gosto,

só pra lhe satisfazer,
não por mim, não quero homem.

Olhei para vosso pai,
os olhos dele pediam.

Olhei para a dona ruim,
os olhos dela gozavam.

O seu vestido de renda,
de colo mui devassado,

mais mostrava que escondia
as partes da pecadora.

Eu fiz meu pelo-sinal,
me curvei... disse que sim.

Sai pensando na morte,
mas a morte não chegava.

Andei pelas cinco ruas,
passei ponte, passei rio,

visitei vossos parentes,
não comia, não falava,

tive uma febre terçã,
mas a morte não chegava.

Fiquei fora de perigo,
fiquei de cabeça branca,

perdi meus dentes, meus olhos,
costurei, lavei, fiz doce,

minhas mãos se escalavraram,
meus anéis se dispersaram,

minha corrente de ouro
pagou conta de farmácia.

Vosso pais sumiu no mundo.
O mundo é grande e pequeno.

Um dia a dona soberba
me aparece já sem nada,

pobre, desfeita, mofina,
com sua trouxa na mão.

Dona, me disse baixinho,
não te dou vosso marido,

que não sei onde ele anda.
Mas te dou este vestido,

última peça de luxo
que guardei como lembrança

daquele dia de cobra,
da maior humilhação.

Eu não tinha amor por ele,
ao depois amor pegou.

Mas então ele enjoado
confessou que só gostava

de mim como eu era dantes.
Me joguei a suas plantas,

fiz toda sorte de dengo,
no chão rocei minha cara,

me puxei pelos cabelos,
me lancei na correnteza,

me cortei de canivete,
me atirei no sumidouro,

bebi fel e gasolina,
rezei duzentas novenas,

dona, de nada valeu:
vosso marido sumiu.

Aqui trago minha roupa
que recorda meu malfeito

de ofender dona casada
pisando no seu orgulho.

Recebei esse vestido
e me dai vosso perdão.

Olhei para a cara dela,
quede os olhos cintilantes?

quede graça de sorriso,
quede colo de camélia?

quede aquela cinturinha
delgada como jeitosa?

quede pezinhos calçados
com sandálias de cetim?

Olhei muito para ela,
boca não disse palavra.

Peguei o vestido, pus
nesse prego da parede.

Ela se foi de mansinho
e já na ponta da estrada

vosso pai aparecia.
Olhou pra mim em silêncio,

mal reparou no vestido
e disse apenas: — Mulher,

põe mais um prato na mesa.
Eu fiz, ele se assentou,

comeu, limpou o suor,
era sempre o mesmo homem,

comia meio de lado
e nem estava mais velho.

O barulho da comida
na boca, me acalentava,

me dava uma grande paz,
um sentimento esquisito

de que tudo foi um sonho,
vestido não há... nem nada.

Minhas filhas, eis que ouço
vosso pai subindo a escada.


Texto extraído do livro "
Nova Reunião - 19 Livros de Poesia", José Olympio Editora - 1985, pág. 157